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Psicóloga Lilian Reis

Dependência emocional: quando precisar do outro vira uma prisão

dependencia emocional

Tem uma frase que eu escuto muito nos meus atendimentos: “Eu sei que essa relação me faz mal, mas não consigo sair.” Se você já sentiu isso — com um parceiro, com a família, com uma amizade —, talvez a gente precise conversar sobre dependência emocional.

E eu falo disso de dentro, não só pela teoria. Durante muitos anos da minha vida eu vivi no 8 ou 80: agradando todo mundo, com medo de desagradar, me anulando pra ser aceita. Demorei pra entender que aquele jeito de viver tinha um nome.

O que é (e o que não é) dependência emocional?

Dependência emocional não é “amar demais”. É quando o seu bem-estar fica refém da aprovação, da presença ou do humor de outra pessoa. É acordar e o seu dia depender de como o outro vai te tratar. É abrir mão do que você pensa, sente e quer com medo de perder alguém — mesmo quando ficar dói mais do que sair.

Alguns sinais que costumo observar:

– Um medo enorme de ser abandonada, muitas vezes sem um motivo real.
– Fazer coisas que você não quer só pra evitar conflito.
– A autoestima subindo e descendo conforme a pessoa te dá ou tira atenção.
– Já ter tentado se afastar e voltado, sentindo que “sozinha não dá conta”.

Se você se reconheceu em alguns desses, respira. Reconhecer é o começo — e não é fraqueza, é coragem.

Por que isso acontece?

No meu trabalho, com a Gestalt-terapia, a gente entende que essa necessidade do outro quase sempre tem raiz lá atrás. É uma criança que aprendeu que só seria amada se fosse perfeita, útil, “boazinha”. E aí cresce uma adulta que confunde amor com medo de perder. Não é falha de caráter. É uma ferida que pede cuidado.


A boa notícia: dá pra mudar

Não num passe de mágica, mas num processo. No nosso trabalho a gente não foca em “esquecer a pessoa” — foca em você voltar pra você. Em sentir o que sente sem se julgar, em aprender a dizer “não” sem culpa, em descobrir que você inteira já basta. Foi assim comigo, e é assim com tantas mulheres que passam pelos meus atendimentos.

Hoje atendo 100% online, para todo o Brasil (e brasileiros que moram fora também). Se essa leitura mexeu com você, talvez seja hora de dar o primeiro passo. Você não precisa estar pronta — só precisa querer começar.

E se essa dor vem de um término que não passa, talvez não seja só saudade.

Se quiser entender como funciona a terapia, me chama no WhatsApp. Vou te ouvir com calma.

Com carinho,
Lilian Reis — Psicóloga e Gestalt-terapeuta · CRP 05/34846

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